PROJETO PARIPAROBA – ETNOBOTÂNICA

APRESENTAÇÃO

 

O termo “etnobotânica” surgiu em 1895 com os estudos do botânico norte americano John W. Harshberger, como sendo uma área de estudos sobre plantas utilizadas por povos primitivos (Balick & Cox, 1996). Heinrich et al. (2004) conceituaram a etnobotânica como:

 

... ciência que estuda a relação entre humanos e plantas em toda sua complexidade, e é baseada geralmente na observação detalhada e estudo do uso que uma sociedade faz das plantas, incluindo as crenças e práticas culturais associadas com este uso. Foca não somente as plantas medicinais, mas também outros produtos derivados da natureza, como: alimentos, plantas utilizadas em rituais, corantes, fibras, venenos, fertilizantes, materiais de construção para casas, barcos, ornamentos, óleos, etc.

 

Na atualidade o conceito de etnobotânica evoluiu agregando novos aspectos como as diversas técnicas de manejo empregadas na conservação de espécies vegetais, componentes ecológicos, valor e importância dos recursos naturais para as comunidades (Magalhães, 2006). Com isso apresenta várias aplicações, entre elas: valorização da diversidade cultural e vegetal; resgate, valorização e entendimento sobre as dinâmicas do conhecimento tradicional a respeito da utilização da flora; conservação da flora; desenvolvimento científico e tecnológico baseado na diversidade e potencialidade vegetal (CEE, 2016).

Sendo assim, o projeto Pariparoba busca explorar as vertentes apresentadas acima, resgatando os aspectos que definem a utilização de plantas nas seguintes áreas: terapêutica, litúrgica, agrícola, artística, engenharia e gastronômica.

 

Para maiores informações sobre o projeto entre em contato através do email: regnelleascientia@outlook.com

 

  Acesse o link https://www.youtube.com/watch?v=A8QZ4xgap4s, assista ao vídeo ilustrativo e conheça do que trata o projeto.

 

Referências

 

Balick, M. & Cox, P.1996. Plants, People and Culture. The Science of Ethnobotany, Scientific American Library. USA. 228 pp.

 

CEE. 2016. Centro de Estudos Etnofarmacológicos. UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo. Disponível em: http://www.cee.unifesp.br/etnofarmacologia.htmAcesso em: 12/12/2016.

 

Diegues, A. C. 2001. O Mito Moderno da Natureza Intocada. 3° edição. Editora Hucitec. São Paulo – SP.

 

HEINRICH, M.; BARNES, J.; GIBBONS, S.; WILLIAMSON, E. M. 2004. Fundamentals of Pharmacognosy & Phytotherapy. Edinburgh: Churchill Livingstone, 2004. 320 p.

Categoria: 
Conservação
Pesquisa

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