COLEÇÃO DE PLANTAS DE USO TERAPÊUTICO DO JARDIM BOTÂNICO À DISPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO

A Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas torna pública a disponibilidade de material botânico  de espécies da coleção de plantas de uso terapêutico para doação à comunidade e demais interessados por prazo determinado.

Cabe ressaltar que todas as doações, bem como coletas de material botânico dentro desta instituição, somente serão permitidas sob a supervisão de funcionários autorizados, os quais irão providenciar, quando for o caso, o devido preenchimento do termo de doação.

IMPORTANTE!

 

A Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas se mantém isenta de quaisquer utilidades dadas ao material adquirido, não recomendando o uso sob nenhuma hipótese.


 

Acesse a relação de espécies da coleção de plantas de uso terapêutico disponíveis no Jardim Botânico de Poços de Caldas para doação clicando aqui.

A solicitação das doações de material botânico de espécies de plantas de uso terapêutico poderão ser realizadas através do telefone (35) 3715-6054, e retiradas no Jardim Botânico de Poços de Caldas de segunda a sexta das 9h às 14h (salvo feriados e pontos facultativos).

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Conservação
Educação Ambiental

IMPLANTAÇÃO DE COLEÇÃO DE BONSAI SENDO REALIZADA NO JARDIM BOTÂNICO DE POÇOS DE CALDAS

O Projeto Bonsai do Jardim Botânico de Poços de Caldas teve seu início no dia 4 de agosto de 2017 através do estágio do graduando em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal do Sul de Minas - Campus Poços de Caldas, Elidio Monteiro Junior.

A proposta inicial é a de abrigar uma coleção de bonsai* em uma estufa, para isso foram selecionadas mudas de árvores nativas que farão parte do acervo.

As plantas escolhidas irão dar o passo inicial para se transformarem em pré bonsai, através de cuidados como podas, arrumação, adubação e rega.

Na programação, ainda será oferecido aos interessados em conhecer esta técnica de cultivo de bonsai, um curso básico de bonsai em data a ser confirmada brevemente.

UM POUCO SOBRE BONSAI

Esta magnífica arte de miniaturização de árvores chamada bonsai que significa ”plantado em bandeja“ (bon= bandeja ou vaso; sai= plantar, plantado).

A técnica teve origem na China com a evidência de plantas que eram cultivadas em pequenos vasos, a cerca de 2 mil anos.

No Japão, a técnica e o termo desta arte milenar foram estabelecidos. Qualquer árvore pode ser transformadas em Bonsai através de técnicas que restringem o crescimento como a dosagem de nutrientes, está o nitrogênio, responsável pelo crescimento das plantas e que deve ser controlado na adubação assim como rega.

O bonsai pode ser obtido através de sementes "misho" e quando é utilizada uma muda já formada denomina-se "yamadori".

Os cuidados com os bonsai devem ser constantes, podendo eles, terem uma expectativa de vida superior a de seus cultivadores.Estima-se existir bonsai com mais de 100 anos encontrado atualmente.

Com o desenvolver da prática desta técnica, o cultivador além de contemplar essas pequenas obras de arte, desperta em si o respeito à natureza assim como desenvolve habilidades como a paciência observação senso crítico e estético.

* Na palavra bonsai não existe plural.

 

Árvore de 390 anos que resistiu à explosão é um símbolo da luta dos japoneses atingidos pela bomba atômica em 1945 para reconstruir suas vidas. O pequeno pinheiro branco está hoje em Washington D.C., na Fundação Nacional do Bonsai – parte de uma doação Masaru Yamaki ao lado do bonsai de 390 anos, em 1979.em celebração ao bicentenário da independência dos EUA, em 1976. No entanto, sua história permaneceu desconhecida por 25 anos depois daquela data, até que os netos de Masaru Yamaki, dono da árvore na época da explosão atômica, vieram a público em busca do bonsai de que tanto ouviram falar através de familiares.

Texto por

Elidio Monteiro Jr.

Graduando em Gestão Ambiental - Instituto Federal do Sul de Minas - Campus Poços de Caldas

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Conservação
Pesquisa

ESPÉCIE DE GRAMÍNEA CRITICAMENTE EM PERIGO É OBJETO DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO NO JARDIM BOTÂNICO DE POÇOS DE CALDAS

O Jardim Botânico de Poços de Caldas tem como missão a conservação da flora regional, sendo o foco principal, a região do planalto de Poços de Caldas e áreas de importância ecológica adjacentes. Infelizmente, em virtude de diversos fatores, a diversidade biológica vem sendo cada vez mais ameaçada, correndo risco de ser extinta.

A Lista Nacional de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção, disponibilizada pelo Ministério do Meio Ambiente em 2014, reconhece que há a ocorrência na região de várias espécies em risco de extinção. Destas, um total de 16 espécies, variando desde plantas herbáceas e gramíneas até árvores de grande porte, já tiveram sua ocorrência confimada através de expedições e trabalhos realizados pela equipe técnica do Jardim Botânico de Poços de Caldas.

Dentro das ações que visam a conservação de espécies ameaçadas de extinção do planalto de Poços de Caldas, relizado pela Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas, consta a espécie criticamente em perigo de extinção Anthaenantiopsis fiebrigii pertencente a família botânica Poaceae (gramíneas), a qual possui uma distribuição bastante fragmentada. Ocorre na Bolívia, Paraguai, Argentina e no Brasil. No Brasil, ocorre pontualmente em apenas três estados: no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais. Sendo que em Minas Gerais, ocorre apenas no município de Poços de Caldas, com histórico de registros de apenas duas coletas, uma em 1960 no “Morro do Ferro” e outra em 1982 no “Campo do Saco”.

Atualmente, com o esforço de coleta e mapeamento realizado pela equipe do Departamento Técnico Centífico da FJBPC, foram encontrados três novos pontos de ocorrência da espécie, sempre em campos de altitude próximo a locais de nascente d'água. Sendo que um dos locais se encontra dentro da área da própria FJBPC. A dificuldade em encontrar o capim se dá principalmente à complexidade de identificação, uma vez que só é possível a confirmação da espécie após a floração.

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Conservação
Pesquisa

PROJETO DE ETNOBOTÂNICA É TEMA DE DESTAQUE EM ESTANDE NO "XIV CONGRESSO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE"

 
A Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas - FJBPC desenvolve atividades de pesquisa, conservação, e educação ambiental sobre a flora do Planalto de Poços de Caldas. Entre os trabalhos desenvolvidos em campo e no laboratório, técnicas que visam a conservação de espécies nativas são empregadas.
 
Em Janeiro de 2017, uma nova vertente começou a ser trabalhada na FJBPC, a qual possibilitou por meio de pesquisas em literatura e também práticas, a criação e desenvolvimento do Projeto de Etnobotânica denominado “PARIPAROBA”, onde são integradas as propriedades e funções para espécies vegetais diversas, quanto ao uso místico, religioso, medicinal, culinário e artístico, por meio do  resgate cultural da região.
 
Com base nessas informações, foi organizado e produzido o estande da Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas para o "XIV Congresso Nacional de Meio Ambiente" que ocorreu de 26 à 29 de setembro em Poços de Caldas - MG. O estande do Jardim Botânico de Poços de Caldas teve por objetivo apresentar uma exposição de fotos, videos e outros materiais sobre o projeto supracitado. Destaque especial para a disposição de parte da coleção de plantas vivas, cultivadas em vasos no Jardim Botânico, entre elas: Sálvia vermelha (Salvia microphylla), Atroveran (Ocimum selloi), Melissa (Lipia alba), Espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata), Manjericão (Ocimum basilicum), Lavanda (Lavandula dentata), Erva Luísa (Aloysia triphylla),  Arruda (Ruta graveolens) e Arnica (Solidago chilensis).
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Educação Ambiental

JARDIM BOTÂNICO REALIZA DOAÇÃO DE MUDAS FLORESTAIS NO DIA MUNDIAL SEM CARRO

Com o crescimento da população, difundiu-se o uso do automóvel como meio principal de locomoção. As pessoas o utilizam para o deslocamento entre diferentes lugares, muitos deles distantes entre si. Dessa forma, o carro tornou-se parte integrante de nossas vidas, de forma que, para muitos, é difícil pensar a vida sem ele.

Esse aumento na utilização de automóveis, se facilita a vida de um lado, acarreta problemas por outro, pois aumenta o consumo de combustíveis e, consequentemente, gera mais poluentes para a atmosfera, principalmente o gás carbônico (CO2).

Em razão desse problema, foi criado o Dia Mundial sem Carro, celebrado em 22 de setembro. A partir daí, gradativamente vários outros lugares passaram a celebrá-la. O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A ideia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel.

No Brasil, desde 2001, movimentos colocam a prática do Dia Mundial sem Carro em atividade, não tão somente deixando o uso do automóvel, mas promovendo incentivos para que as pessoas utilizem meios alternativos de deslocamento nas cidades, principalmente com o uso da bicicleta para percorrer certas distâncias. Com isso, além de emitir menos poluentes na atmosfera, também há a promoção da mobilidade urbana, o que proporciona uma melhoria na qualidade de vida para a população.

Em Poços de Caldas, o Dia Mundial sem Carro também foi celebrado sexta-feira (22) no trecho da rua São Paulo entre a rua Assis Figueiredo e a Praça Pedro Sanches, sendo interditado para carros e motos das 8h às 19h. Esta é a terceira edição do evento, que já aconteceu em 2016 e 2015.

Na ocasião, a Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas disponibilizou cerca de 120 mudas de espécies florestais nativas. Entre elas, destacam-se as espécies conhecidas popularmente como jabuticaba, pitanga vermelha, uváia, grumixama, palmito juçara e o ipê amarelo da serra.

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Educação Ambiental

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